A minha vida é o meu amor...
A minha vida é o meu amor
Desde que surgiste no meu caminho , tornou-se impossível
para mim imaginar a vida sem tu ao meu lado, sem tua
presença constante.
Quando não estás por perto, vem-me uma estranha sensação de
vazio.
Um estranho sentimento de vácuo, de total desorientação.
Sem ti falta-me o chão, falta-me a segurança que me transmites apenas
com um olhar ou sorriso.
Falta-me a certeza de estar fazendo ou não a coisa certa ou o melhor.
Dependo de ti.
Sem ti falta-me o céu, os sonhos que se tornam pesadelos se não estás.
É da tua presença que me vem a inspiração para projetar o futuro,
e até mesmo a força para sobrepuljar os desafios cotidianos.
A minha vida é o meu amor...
É por ele que tento ser melhor a cada dia.
É por ele que me torno uma pessoa mais carinhosa e gentil.
É por ele que meus pulmões encontram forças pra respirar e me
manter viva.
O meu amor é alguém extremamente carinhoso, gentil, amável.
Apaixonado.
É ele quem mais me admira... que me molda, que me compreende.
Que perdoa meus erros... que me apoia nas dificuldades.
É nele que posso olhar e ele já perceber o que mais preciso.
O meu amor reconhece as minhas fraquezas, e respeita as minhas
diferenças.
É ele que me traz calma e paz.
Toca-me a alma e o coração com douçura e generosidade.
A minha vida é o meu amor...
E o meu amor és tu mesmo!
domingo, 27 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A Falência do Prazer e do Amor
primeiro Tema
I
Beber a vida num trago, e nesse trago
Todas as sensações que a vida dá
Em todas as suas formas [...]
.....................................................................
Dantes eu queria
Embeber-me nas árvores, nas flores,
Sonhar nas rochas, mares, solidões.
Hoje não, fujo dessa idéia louca:
Tudo o que me aproxima do mistério
Confrange-me de horror. Quero hoje apenas
Sensações, muitas, muitas sensações,
De tudo, de todos neste mundo — humanas,
Não outras de delírios panteístas
Mas sim perpétuos choques de prazer
Mudando sempre,
Guardando forte a personalidade
Para sintetizá-las num sentir.
Quero
Afogar em bulício, em luz, em vozes,
— Tumultuárias [cousas] usuais —
o sentimento da desolação
Que me enche e me avassala.
Folgaria
De encher num dia, [...] num trago,
A medida dos vícios, inda mesmo
Que fosse condenado eternamente —
Loucura! — ao tal inferno,
A um inferno real.
II
Alegres camponeses, raparigas alegres e ditosas,
Como me amarga n'alma essa alegria!
.....................................................................
Nem em criança, ser predestinado,
Alegre eu era assim; no meu brincar,
Nas minhas ilusões da infância, eu punha
O mal da minha predestinação.
.....................................................................
Acabemos com esta vida assim!
Acabemos! o modo pouco importa!
Sofrer mais já não posso. Pois verei —
Eu, Fausto — aqueles que não sentem bem
Toda a extensão da felicidade,
Gozá-la?
.....................................................................
Ferve a revolta em mim
Contra a causa da vida que me fez
Qual sou. E morrerei e deixarei
Neste inundo isto apenas: uma vida
Só prazer e só gozo, só amor,
Só inconsciência em estéril pensamento
E desprezo [...]
Mas eu como entrarei naquela vida?
Eu não nasci para ela.
III
Melodia vaga
Para ti se eleva
E, chorando, leva
O teu coração,
Já de dor exausto,
E sonhando o afaga.
Os teus olhos, Fausto,
Não mais chorarão.
IV
Já não tenho alma. Dei-a à luz e ao ruído,
Só sinto um vácuo imenso onde alma tive...
Sou qualquer cousa de exterior apenas,
Consciente apenas de já nada ser...
Pertenço à estúrdia e à crápula da noite
Sou só delas, encontro-me disperso
Por cada grito bêbedo, por cada
Tom da luz no amplo bojo das botelhas.
Participo da névoa luminosa
Da orgia e da mentira do prazer.
E uma febre e um vácuo que há em mim
Confessa-me já morto... Palpo, em torno
Da minha alma, os fragmentos do meu ser
Com o hábito imortal de perscrutar-me.
V
Perdido
No labirinto de mim mesmo, já
Não sei qual o caminho que me leva
Dele à realidade humana e clara
Cheia de luz [...] alegremente
Mas com profunda pesadez em mim
Esta alegria, esta felicidade,
Que odeio e que me fere [...]
.....................................................................
Sinto como um insulto esta alegria
— Toda a alegria. Quase que sinto
Que rir, é rir — não de mim, mas, talvez,
Do meu ser.
VI
Toda a alegria me gela, me faz ódio.
Toda a tristeza alheia me aborrece,
Absorto eu na minha, maior muito Que outras
[...]
.....................................................................
Sinto em mim que a minha alma não tolera
Que seja alguém do que ela mais feliz;
O riso insulta-me, por existir;
Que eu sinto que não quero que alguém ria
Enquanto eu não puder. Se acaso tento
Sentir, querer, só quero incoerências
De indefinida aspiração imensa,
Que mesmo no seu sonho é desmedida ...
VII
tua inconsciência alegre é uma ofensa
para mim. O seu riso esbofeteia-me!
Tua alegria cospe-me na cara!
Oh, com que ódio carnal e espiritual
escarro sobre o que na alma humana
Fria festas e danças e cantigas...
....................................................................
Com que alegria minha, cairia
Um raio entre eles! Com que pronto
Criaria torturas para eles
Só por rirem a vida em minha cara
E atirarem à minha face pálida
O seu gozo em viver, a poeira — que arda
Em meus olhos — dos seus momentos ocos
De infância adulta e tudo na alegria!
.....................................................................
Ó ódio, alegra-me tu sequer!
Faze-me ver a Morte. roendo a todos,
Põe-me ria vista os vermes trabalhando
Aqueles corpos! [...]
VIII
Triste horror d'alma, não evoco já
Com grata saudade, tristemente,
Estas recordações da juventude!
Já não sinto saudades, como há pouco
Inda as sentia. Vai-se-me embotando,
Co'a força de pensar, contínuo e árido,
Toda a verdura e flor do pensamento.
Ao recordar agora, apenas sinto,
Como um cansaço só de ter vivido,
Desconsolado e mudo sentimento
De ter deixado atrás parte de mim,
E saudade de não ter saudade,
Saudades dos tempos em que as tinha.
Se a minha infância agora evoco, vejo
— Estranho! — como uma outra criatura
Que me era amiga, numa vaga
Objetivada subjetividade.
Ora a infância me lembra, como um sonho,
Ora a uma distância sem medida
No tempo, desfazendo-me em espanto;
E a sensação que sinto, ao perceber
Que vou passando, já tem mais de horror
Que tristeza [...]
E nada evoca, a não ser o mistério
Que o tempo tem fechado em sua mão.
Mas a dor é maior!
IX
Ó vestidas razões! Dor que é vergonha
E por vergonha de si-própria cala
A si-mesma o seu nexo! Ó vil e baixa
Porca animalidade do animal,
Que se diz metafísica por medo
A saber-se só baixa ...
.....................................................................
Ó horror metafísico de ti!
Sentido pelo instinto, não na mente!
Vil metafísica do horror da carne,
Medo do amor...
Entre o teu corpo e o meu desejo dele
'Stá o abismo de seres consciente;
Pudesse-te eu amar sem que existisses
E possuir-te sem que ali estivesses!
Ah, que hábito recluso de pensar
Tão desterra o animal que ousar não ouso
O que a [besta mais vil] do mundo vil
Obra por maquinismo.
Tanto fechei à chave, aos olhos de outros,
Quanto em mim é instinto, que não sei
Com que gestos ou modos revelar
Um só instinto meu a olhos que olhem ...
.....................................................................
Deus pessoal, deus gente, dos que crêem,
Existe, para que eu te possa odiar!
Quero alguém a quem possa a maldição
Lançar da minha vida que morri,
E não o vácuo só da noite muda
Que me não ouve.
X
O horror metafísico de Outrem!
O pavor de uma consciência alheia
Como um deus a espreitar-me!
Quem me dera
Ser a única [cousa ou] animal
Para não ter olhares sobre mim!
XI
Um corpo humano!
Às vezes eu, olhando o próprio corpo,
Estremecia de terror ao vê-lo
Assim na realidade, tão carnal.
XII
................................................. Sinto horror
À significação que olhos humanos
Contém...
.....................................................................
Sinto preciso
Ocultar o meu íntimo aos olhares
E aos perscrutamentos que olhares mostram;
Não quero que ninguém saiba o que sinto,
Além de que o não posso a alguém dizer...
XIII
Com que gesto de alma
Dou o passo de mim até à posse
Do corpo de outros, horrorosamente
Vivo, consciente, atento a mim, tão ele
Como eu sou eu.
XIV
Não me concebo amando, nem dizendo
A alguém "eu te amo" — sem que me conceba
Com uma outra alma que não é a minha
Toda a expansão e transfusão de vida
Me horroriza, como a avaro a idéia
De gastar e gastar inutilmente —
Inda que no gastar se [extraia] gozo.
XV
Quando se adoram, vividos,
Dois seres juvenis e naturais
Parece que harmonias se derramam
Como perfumes pela terra em flor.
Mas eu, ao conceber-me amando, sinto
Como que um gargalhar hórrido e fundo
Da existência em mim, como ridículo
E desusado no que é natural.
Nunca, senão pensando no amor,
Me sinto tão longínquo e deslocado,
Tão cheio de ódios contra o meu destino. —
De raivas contra a essência do viver.
XVI
Vendo passar amantes
Nem propriamente inveja ou ódio sinto,
Mas um rancor e uma aversão imensos
Ao universo inteiro, por cobri-los.
XVII
O amor causa-me horror; é abandono,
Intimidade...
... Não sei ser inconsciente
E tenho para tudo [...]
A consciência, o pensamento aberto
Tornando-o impossível.
E eu tenho do alto orgulho a timidez
E sinto horror a abrir o ser a alguém,
A confiar n’alguém. Horror eu sinto
A que perscrute alguém, ou levemente
Ou não, quaisquer recantos do meu ser.
Abandonar-me em braços nus e belos
(Inda que deles o amor viesse)
No conceber do todo me horroriza;
Seria violar meu ser profundo,
Aproximar-me muito de outros homens.
Uma nudez qualquer — espírito ou corpo —
Horroriza-me: acostumei-me cedo
Nos despimentos do meu ser
A fixar olhos pudicos, conscientes.
Do mais. Pensar em dizer "amo-te"
E "amo-te" só — só isto, me angustia...
XVIII
[...] eu mesmo
Sinto esse frio coração em mim
Admirado de ser um coração
Tão frio está.
XIX
Seria doce amar, cingir a mim
Um corpo de mulher, mais frio e grave
e feito em tudo, transcendentalmente
O pensamento agrada-me, e confrange-me
Do terror de perto, e [junto]
Em sensação ao meu, um outro corpo.
Gelada mão misteriosa cai
Sobre a imaginação [...]
XX
É isto o amor? Só isto? [...]
.....................................................................
Sinto ânsias, desejos,
Mas não com meu ser todo. Alguma cousa
No íntimo meu, alguma cousa ali
— Fria, pesada, muda — permanece.
[P'ra] isto deixei eu a vida antiga
Que já bem não concebo, parecendo
Vaga já.
Já não sinto a agonia muda e funda
Mas uma, menos funda e dolorosa,
[Bem] mais terrível raiva [...]
De movimentos íntimos, desejos
Que são como rancores.
Um cansaço violento e desmedido
De existir e sentir-me aqui, e um ódio
Nascido disto, vago e horroroso,
A tudo e todos...
XXI
— Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
.....................................................................
Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
.....................................................................
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.
Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
.....................................................................
Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
.....................................................................
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
.....................................................................
Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
.....................................................................
XXII
Pra que te falar? Ninguém me irmana
Os pensamentos na compreensão.
Sou só por ser supremo, e tudo em mim
É maior.
XXIII
Reza por mim! A mais não me enterneço.
Só por mim mesmo sei enternecer-me,
Soba a ilusão de amar e de sentir em que forçadamente me detive.
Reza por mim, por mim! Eis a que chega
A minha tentativa [em] querer amar.
Autor: (Fernando Pessoa)
primeiro Tema
I
Beber a vida num trago, e nesse trago
Todas as sensações que a vida dá
Em todas as suas formas [...]
.....................................................................
Dantes eu queria
Embeber-me nas árvores, nas flores,
Sonhar nas rochas, mares, solidões.
Hoje não, fujo dessa idéia louca:
Tudo o que me aproxima do mistério
Confrange-me de horror. Quero hoje apenas
Sensações, muitas, muitas sensações,
De tudo, de todos neste mundo — humanas,
Não outras de delírios panteístas
Mas sim perpétuos choques de prazer
Mudando sempre,
Guardando forte a personalidade
Para sintetizá-las num sentir.
Quero
Afogar em bulício, em luz, em vozes,
— Tumultuárias [cousas] usuais —
o sentimento da desolação
Que me enche e me avassala.
Folgaria
De encher num dia, [...] num trago,
A medida dos vícios, inda mesmo
Que fosse condenado eternamente —
Loucura! — ao tal inferno,
A um inferno real.
II
Alegres camponeses, raparigas alegres e ditosas,
Como me amarga n'alma essa alegria!
.....................................................................
Nem em criança, ser predestinado,
Alegre eu era assim; no meu brincar,
Nas minhas ilusões da infância, eu punha
O mal da minha predestinação.
.....................................................................
Acabemos com esta vida assim!
Acabemos! o modo pouco importa!
Sofrer mais já não posso. Pois verei —
Eu, Fausto — aqueles que não sentem bem
Toda a extensão da felicidade,
Gozá-la?
.....................................................................
Ferve a revolta em mim
Contra a causa da vida que me fez
Qual sou. E morrerei e deixarei
Neste inundo isto apenas: uma vida
Só prazer e só gozo, só amor,
Só inconsciência em estéril pensamento
E desprezo [...]
Mas eu como entrarei naquela vida?
Eu não nasci para ela.
III
Melodia vaga
Para ti se eleva
E, chorando, leva
O teu coração,
Já de dor exausto,
E sonhando o afaga.
Os teus olhos, Fausto,
Não mais chorarão.
IV
Já não tenho alma. Dei-a à luz e ao ruído,
Só sinto um vácuo imenso onde alma tive...
Sou qualquer cousa de exterior apenas,
Consciente apenas de já nada ser...
Pertenço à estúrdia e à crápula da noite
Sou só delas, encontro-me disperso
Por cada grito bêbedo, por cada
Tom da luz no amplo bojo das botelhas.
Participo da névoa luminosa
Da orgia e da mentira do prazer.
E uma febre e um vácuo que há em mim
Confessa-me já morto... Palpo, em torno
Da minha alma, os fragmentos do meu ser
Com o hábito imortal de perscrutar-me.
V
Perdido
No labirinto de mim mesmo, já
Não sei qual o caminho que me leva
Dele à realidade humana e clara
Cheia de luz [...] alegremente
Mas com profunda pesadez em mim
Esta alegria, esta felicidade,
Que odeio e que me fere [...]
.....................................................................
Sinto como um insulto esta alegria
— Toda a alegria. Quase que sinto
Que rir, é rir — não de mim, mas, talvez,
Do meu ser.
VI
Toda a alegria me gela, me faz ódio.
Toda a tristeza alheia me aborrece,
Absorto eu na minha, maior muito Que outras
[...]
.....................................................................
Sinto em mim que a minha alma não tolera
Que seja alguém do que ela mais feliz;
O riso insulta-me, por existir;
Que eu sinto que não quero que alguém ria
Enquanto eu não puder. Se acaso tento
Sentir, querer, só quero incoerências
De indefinida aspiração imensa,
Que mesmo no seu sonho é desmedida ...
VII
tua inconsciência alegre é uma ofensa
para mim. O seu riso esbofeteia-me!
Tua alegria cospe-me na cara!
Oh, com que ódio carnal e espiritual
escarro sobre o que na alma humana
Fria festas e danças e cantigas...
....................................................................
Com que alegria minha, cairia
Um raio entre eles! Com que pronto
Criaria torturas para eles
Só por rirem a vida em minha cara
E atirarem à minha face pálida
O seu gozo em viver, a poeira — que arda
Em meus olhos — dos seus momentos ocos
De infância adulta e tudo na alegria!
.....................................................................
Ó ódio, alegra-me tu sequer!
Faze-me ver a Morte. roendo a todos,
Põe-me ria vista os vermes trabalhando
Aqueles corpos! [...]
VIII
Triste horror d'alma, não evoco já
Com grata saudade, tristemente,
Estas recordações da juventude!
Já não sinto saudades, como há pouco
Inda as sentia. Vai-se-me embotando,
Co'a força de pensar, contínuo e árido,
Toda a verdura e flor do pensamento.
Ao recordar agora, apenas sinto,
Como um cansaço só de ter vivido,
Desconsolado e mudo sentimento
De ter deixado atrás parte de mim,
E saudade de não ter saudade,
Saudades dos tempos em que as tinha.
Se a minha infância agora evoco, vejo
— Estranho! — como uma outra criatura
Que me era amiga, numa vaga
Objetivada subjetividade.
Ora a infância me lembra, como um sonho,
Ora a uma distância sem medida
No tempo, desfazendo-me em espanto;
E a sensação que sinto, ao perceber
Que vou passando, já tem mais de horror
Que tristeza [...]
E nada evoca, a não ser o mistério
Que o tempo tem fechado em sua mão.
Mas a dor é maior!
IX
Ó vestidas razões! Dor que é vergonha
E por vergonha de si-própria cala
A si-mesma o seu nexo! Ó vil e baixa
Porca animalidade do animal,
Que se diz metafísica por medo
A saber-se só baixa ...
.....................................................................
Ó horror metafísico de ti!
Sentido pelo instinto, não na mente!
Vil metafísica do horror da carne,
Medo do amor...
Entre o teu corpo e o meu desejo dele
'Stá o abismo de seres consciente;
Pudesse-te eu amar sem que existisses
E possuir-te sem que ali estivesses!
Ah, que hábito recluso de pensar
Tão desterra o animal que ousar não ouso
O que a [besta mais vil] do mundo vil
Obra por maquinismo.
Tanto fechei à chave, aos olhos de outros,
Quanto em mim é instinto, que não sei
Com que gestos ou modos revelar
Um só instinto meu a olhos que olhem ...
.....................................................................
Deus pessoal, deus gente, dos que crêem,
Existe, para que eu te possa odiar!
Quero alguém a quem possa a maldição
Lançar da minha vida que morri,
E não o vácuo só da noite muda
Que me não ouve.
X
O horror metafísico de Outrem!
O pavor de uma consciência alheia
Como um deus a espreitar-me!
Quem me dera
Ser a única [cousa ou] animal
Para não ter olhares sobre mim!
XI
Um corpo humano!
Às vezes eu, olhando o próprio corpo,
Estremecia de terror ao vê-lo
Assim na realidade, tão carnal.
XII
................................................. Sinto horror
À significação que olhos humanos
Contém...
.....................................................................
Sinto preciso
Ocultar o meu íntimo aos olhares
E aos perscrutamentos que olhares mostram;
Não quero que ninguém saiba o que sinto,
Além de que o não posso a alguém dizer...
XIII
Com que gesto de alma
Dou o passo de mim até à posse
Do corpo de outros, horrorosamente
Vivo, consciente, atento a mim, tão ele
Como eu sou eu.
XIV
Não me concebo amando, nem dizendo
A alguém "eu te amo" — sem que me conceba
Com uma outra alma que não é a minha
Toda a expansão e transfusão de vida
Me horroriza, como a avaro a idéia
De gastar e gastar inutilmente —
Inda que no gastar se [extraia] gozo.
XV
Quando se adoram, vividos,
Dois seres juvenis e naturais
Parece que harmonias se derramam
Como perfumes pela terra em flor.
Mas eu, ao conceber-me amando, sinto
Como que um gargalhar hórrido e fundo
Da existência em mim, como ridículo
E desusado no que é natural.
Nunca, senão pensando no amor,
Me sinto tão longínquo e deslocado,
Tão cheio de ódios contra o meu destino. —
De raivas contra a essência do viver.
XVI
Vendo passar amantes
Nem propriamente inveja ou ódio sinto,
Mas um rancor e uma aversão imensos
Ao universo inteiro, por cobri-los.
XVII
O amor causa-me horror; é abandono,
Intimidade...
... Não sei ser inconsciente
E tenho para tudo [...]
A consciência, o pensamento aberto
Tornando-o impossível.
E eu tenho do alto orgulho a timidez
E sinto horror a abrir o ser a alguém,
A confiar n’alguém. Horror eu sinto
A que perscrute alguém, ou levemente
Ou não, quaisquer recantos do meu ser.
Abandonar-me em braços nus e belos
(Inda que deles o amor viesse)
No conceber do todo me horroriza;
Seria violar meu ser profundo,
Aproximar-me muito de outros homens.
Uma nudez qualquer — espírito ou corpo —
Horroriza-me: acostumei-me cedo
Nos despimentos do meu ser
A fixar olhos pudicos, conscientes.
Do mais. Pensar em dizer "amo-te"
E "amo-te" só — só isto, me angustia...
XVIII
[...] eu mesmo
Sinto esse frio coração em mim
Admirado de ser um coração
Tão frio está.
XIX
Seria doce amar, cingir a mim
Um corpo de mulher, mais frio e grave
e feito em tudo, transcendentalmente
O pensamento agrada-me, e confrange-me
Do terror de perto, e [junto]
Em sensação ao meu, um outro corpo.
Gelada mão misteriosa cai
Sobre a imaginação [...]
XX
É isto o amor? Só isto? [...]
.....................................................................
Sinto ânsias, desejos,
Mas não com meu ser todo. Alguma cousa
No íntimo meu, alguma cousa ali
— Fria, pesada, muda — permanece.
[P'ra] isto deixei eu a vida antiga
Que já bem não concebo, parecendo
Vaga já.
Já não sinto a agonia muda e funda
Mas uma, menos funda e dolorosa,
[Bem] mais terrível raiva [...]
De movimentos íntimos, desejos
Que são como rancores.
Um cansaço violento e desmedido
De existir e sentir-me aqui, e um ódio
Nascido disto, vago e horroroso,
A tudo e todos...
XXI
— Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
.....................................................................
Quando te falo, dói-me que respondas
Ao que te digo e não ao meu amor.
.....................................................................
Ah! não perguntes nada; antes me fala
De tal maneira, que, se eu fora surda,
Te ouvisse todo com o coração.
Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas —
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas.
.....................................................................
Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
.....................................................................
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada
Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana.
.....................................................................
Quando eu era pequena, sinto que eu
Amava-te já longe, mas de longe...
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
.....................................................................
XXII
Pra que te falar? Ninguém me irmana
Os pensamentos na compreensão.
Sou só por ser supremo, e tudo em mim
É maior.
XXIII
Reza por mim! A mais não me enterneço.
Só por mim mesmo sei enternecer-me,
Soba a ilusão de amar e de sentir em que forçadamente me detive.
Reza por mim, por mim! Eis a que chega
A minha tentativa [em] querer amar.
Autor: (Fernando Pessoa)
Declarar Amor (Mahatma Gandhi)
Demonstrar o amor é uma forma de deixar
a vida transbordar dentro do próprio coração.
A maioria das pessoas estabelece datas especiais
para manifestar o seu amor pelo outro:
é o dia do aniversário, o natal,
o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor
é como usar talheres de prata:
é bonito, sofisticado,
mas somente em ocasiões muito especiais.
E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.
Não é preciso dizer.
Conta um médico que uma cliente sua,
esposa de um homem avesso a externar
os seus sentimentos, foi acometida
de uma supuração de apêndice
e foi levada às pressas para o hospital.
Operada de emergência,
necessitou receber várias transfusões de sangue
sem nenhum resultado satisfatório
para o restabelecimento de sua saúde.
O médico, um tanto preocupado,
a fim de sugestioná-la, lhe disse:
pensei que a senhora quisesse ficar curada
o mais rápido possível para voltar
para o seu lar e o seu marido.
Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:
- O meu marido não precisa de mim.
Aliás, ele não necessita de ninguém.
Sempre diz isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo
que a sua mulher não queria ficar curada.
Que ela estava sofrendo de profunda
carência afetiva que estava
comprometendo a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa:
- Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção
do restabelecimento da paciente,
o médico optou por realizar
uma transfusão de sangue direta.
O doador foi o próprio marido,
pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.
Deitado ao lado dela,
enquanto o sangue fluía dele para as veias
da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:
- Querida, eu vou fazer você ficar boa.
- Por que? Perguntou ela,
sem nem mesmo abrir os olhos.
- Porque você representa muito para mim.
Houve uma pausa.
O pulso dela bateu mais depressa.
Seus olhos se abriram e ela voltou
lentamente a cabeça para ele.
- Você nunca me disse isso.
- Estou dizendo agora.
Mais tarde, com surpresa,
o marido ouviu a opinião do médico
sobre a causa principal da cura da sua esposa.
Não foi a transfusão em si mesma,
mas o que acompanhou a doação do sangue
que fez com que ela se restabelecesse.
As palavras de carinho fizeram a diferença
entre a morte e a vida.
É importante saber dizer: amo você!
O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica,
a demonstração afetiva num abraço,
numa delicada carícia funcionam como estímulos
para o estreitamento dos laços
indestrutíveis do amor.
É urgente que, no relacionamento humano,
se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas
e se fale a respeito dos sentimentos mútuos,
sem vergonha e sem medo.
A pessoa cuja presença
é uma declaração de amor
consegue criar um ambiente especial para si
e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro: eu amo você,
expressa a sua própria capacidade de amar,
mas também, afirmando que o outro é amado,
se faz amar e cria amor ao seu redor.
Demonstrar o amor é uma forma de deixar
a vida transbordar dentro do próprio coração.
A maioria das pessoas estabelece datas especiais
para manifestar o seu amor pelo outro:
é o dia do aniversário, o natal,
o aniversário de casamento, o dia dos namorados.
Para elas, expressar amor
é como usar talheres de prata:
é bonito, sofisticado,
mas somente em ocasiões muito especiais.
E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.
Não é preciso dizer.
Conta um médico que uma cliente sua,
esposa de um homem avesso a externar
os seus sentimentos, foi acometida
de uma supuração de apêndice
e foi levada às pressas para o hospital.
Operada de emergência,
necessitou receber várias transfusões de sangue
sem nenhum resultado satisfatório
para o restabelecimento de sua saúde.
O médico, um tanto preocupado,
a fim de sugestioná-la, lhe disse:
pensei que a senhora quisesse ficar curada
o mais rápido possível para voltar
para o seu lar e o seu marido.
Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:
- O meu marido não precisa de mim.
Aliás, ele não necessita de ninguém.
Sempre diz isto.
Naquela noite, o médico falou para o esposo
que a sua mulher não queria ficar curada.
Que ela estava sofrendo de profunda
carência afetiva que estava
comprometendo a sua cura.
A resposta do marido foi curta, mas precisa:
- Ela tem de ficar boa.
Finalmente, como último recurso para a obtenção
do restabelecimento da paciente,
o médico optou por realizar
uma transfusão de sangue direta.
O doador foi o próprio marido,
pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.
Deitado ao lado dela,
enquanto o sangue fluía dele para as veias
da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.
O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:
- Querida, eu vou fazer você ficar boa.
- Por que? Perguntou ela,
sem nem mesmo abrir os olhos.
- Porque você representa muito para mim.
Houve uma pausa.
O pulso dela bateu mais depressa.
Seus olhos se abriram e ela voltou
lentamente a cabeça para ele.
- Você nunca me disse isso.
- Estou dizendo agora.
Mais tarde, com surpresa,
o marido ouviu a opinião do médico
sobre a causa principal da cura da sua esposa.
Não foi a transfusão em si mesma,
mas o que acompanhou a doação do sangue
que fez com que ela se restabelecesse.
As palavras de carinho fizeram a diferença
entre a morte e a vida.
É importante saber dizer: amo você!
O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica,
a demonstração afetiva num abraço,
numa delicada carícia funcionam como estímulos
para o estreitamento dos laços
indestrutíveis do amor.
É urgente que, no relacionamento humano,
se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas
e se fale a respeito dos sentimentos mútuos,
sem vergonha e sem medo.
A pessoa cuja presença
é uma declaração de amor
consegue criar um ambiente especial para si
e para os que privam da sua convivência.
Quem diz ao outro: eu amo você,
expressa a sua própria capacidade de amar,
mas também, afirmando que o outro é amado,
se faz amar e cria amor ao seu redor.
Declaração de Amor (Autor Desconhecido)
Gosto de você, não apenas pelo que você é, mas pelo que eu sou quando estou com você.
Gosto de você não apenas pelo que você fez de você mesmo,
mas pelo que você está fazendo de mim.
Gosto de você por saber extrair o que há de bom em mim.
Gosto de você por colocar a mão no meu coração transbordante passando por cima de todas as coisas frívolas e francas que você não pode deixar de ver,e levando para a luz todas as coisas belas e radiantes que jamais alguém encontrou por não ter procurado tão fundo.
Gosto de você por não dar atenção às possibilidades do tolo que está dentro de mim aumentando minha música por me escutar com reverência.
Gosto de você por estar me ajudando a construir com os trastes da minha vida, não uma taverna e sim um templo, e com minhas palavras, não uma censura, e sim uma canção.
Gosto de você por ter feito mais do que qualquer doutrina para me fazer feliz.
Você o fez sem um toque, sem uma palavra, sem um sinal.
Você o fez sendo você mesmo.
Gosto de você, não apenas pelo que você é, mas pelo que eu sou quando estou com você.
Gosto de você não apenas pelo que você fez de você mesmo,
mas pelo que você está fazendo de mim.
Gosto de você por saber extrair o que há de bom em mim.
Gosto de você por colocar a mão no meu coração transbordante passando por cima de todas as coisas frívolas e francas que você não pode deixar de ver,e levando para a luz todas as coisas belas e radiantes que jamais alguém encontrou por não ter procurado tão fundo.
Gosto de você por não dar atenção às possibilidades do tolo que está dentro de mim aumentando minha música por me escutar com reverência.
Gosto de você por estar me ajudando a construir com os trastes da minha vida, não uma taverna e sim um templo, e com minhas palavras, não uma censura, e sim uma canção.
Gosto de você por ter feito mais do que qualquer doutrina para me fazer feliz.
Você o fez sem um toque, sem uma palavra, sem um sinal.
Você o fez sendo você mesmo.
Amor Distante (Autor Desconhecido)
Ah! Como eu quero viver o amor que um dia experimentei...
É um amor distante, mas muito presente;
É um amor lindo, muito lindo, mas eu ainda não o vi de perto;
É um amor forte, mas que nos torna sensíveis, simples e inocentes como crianças;
É um amor grande, mas que nos torna pequenos e desprovidos de desejos de grandeza;
É um amor de primavera, mas que está presente em todas as estações do ano;
É um amor atrevido, mas que sabe respeitar o coração amado;
É um amor que chora com a distância e uma possível separação, mesmo quando os corpos nunca estiveram juntos;
É um amor que traz paz em meio a tanta dor causada pela distância;
É um amor que encurta a distância e une dois corações em um só coração;
É um amor que dá esperança de encontro inesquecível;
É um amor que dá a certeza de nos pertencermos, mesmo quando as impossibilidades são reais;
É um amor que vivifica;
É assim! Isto é o nosso amor.
Ah! Como eu quero viver o amor que um dia experimentei...
É um amor distante, mas muito presente;
É um amor lindo, muito lindo, mas eu ainda não o vi de perto;
É um amor forte, mas que nos torna sensíveis, simples e inocentes como crianças;
É um amor grande, mas que nos torna pequenos e desprovidos de desejos de grandeza;
É um amor de primavera, mas que está presente em todas as estações do ano;
É um amor atrevido, mas que sabe respeitar o coração amado;
É um amor que chora com a distância e uma possível separação, mesmo quando os corpos nunca estiveram juntos;
É um amor que traz paz em meio a tanta dor causada pela distância;
É um amor que encurta a distância e une dois corações em um só coração;
É um amor que dá esperança de encontro inesquecível;
É um amor que dá a certeza de nos pertencermos, mesmo quando as impossibilidades são reais;
É um amor que vivifica;
É assim! Isto é o nosso amor.
Amor (Autor Desconhecido)
Amor...
É uma palavra simples
Porém composta de vários sentimentos,
É uma palavra doce
Porém tempera qualquer relação,
É uma palavra pequena
Porém engrandece todos os sentimentos,
É uma palavra leve
Porém pesa em qualquer coração,
É uma palavra única
Porém alimenta milhares de seres,
É uma palavra minha
Porém tornou de nós dois,
um só coração.
Amor...
É uma palavra simples
Porém composta de vários sentimentos,
É uma palavra doce
Porém tempera qualquer relação,
É uma palavra pequena
Porém engrandece todos os sentimentos,
É uma palavra leve
Porém pesa em qualquer coração,
É uma palavra única
Porém alimenta milhares de seres,
É uma palavra minha
Porém tornou de nós dois,
um só coração.
Um pouco do Meu Amor... (Desconhecido)
Eu queria mais uma vez demonstrar uma quantidade, nem que seja mínima do que eu sinto por você...Todo este tempo que passamos juntos, foram super-especiais para mim.... você engloba todas as qualidades que uma garota poderia querer... porque não ia ser em qualquer pessoa que iria encontrar...
*Primeiramente precisava de alguém para amar essa é a principal das
qualidades, me amasse e vice-versa, porque sem amor tudo fica frio e
escuro....
*Alguém que eu pudesse confiar... Alguém que mesmo na distância eu
pudesse sentir sua presença, ter certeza desse amor, e que ele é
correspondido...
*Alguém que me ouvisse e tentasse me compreender... E que me completasse...
*Alguém com seu sorriso e seu olhar, onde eu pudesse me afundar e perceber detalhes minuciosos do que passa dentro de você...
*Alguém com o teu beijo.. que não é apenas o contato de boca com
boca... mas sim um sinal dos nossos corações se reproduzindo em forma
de beijo...
Tudo isso eu encontro em uma pessoa... VOCÊ... Essa pessoa maravilhosa
que sempre que encontro confirmo que já não posso mais viver sem os
teus carinhos e amor.
Todos os momentos juntos foram incomparáveis, você me fez perceber que
não adianta procurar na pessoa errada o que só a pessoa certa poderia
me oferecer...
Não te digo que me apaixonei por você logo de cara, mas sim conforme eu
fui conhecendo quem você era realmente, que nem toda a pessoa que é
bonita como você tem o interior tão belo também.... mas o seu caso é a
exceção!Diferente dos outros, maravilhoso e indescritível como eu não
iria me apaixonar??
E mais uma vez repito você é a pessoa dos meus sonhos, a pessoa dos
meus olhos, e esses olhos que já não enxergam mais ninguém em matéria
de amor a não ser você...!!
*Seu abraço me aquece e me deixa nas nuvens, seu beijo como já disse, é
a prova do seu amor... suas palavras me confortam e me dão a confiança
que eu preciso, e seu olhar nos meus simplesmente me deixam embriagada
de amor... !!
DIA DOS NAMORADOS é dia de amar...e declarar esse amor para quem bem
quiser ouvir e dia de ser feliz, e se sentir completo ao lado da pessoa
que você ama!Momento romântico e uma ótima ocasião para curtir todas as
coisas boas que um amor pode oferecer...
Mas isso eu não concordo, por que fazer tudo isso num único dia do
ano...?? Você me faz feliz todos os dias... Simplesmente por tê-lo ao
meu lado!!
Estar com você faz com que todos os dias para mim seja DIA DOS NAMORADOS...
A cada novo dia que o sol brilha lá fora.. ou a chuva cai... É mais um
sinal de que você me conquista outra vez... Não precisa nem eu ver você
para que isso aconteça... basta eu pensar em você... lembrar dos
momentos maravilhosos ao seu lado... seus carinhos e seu amor por
mim... para eu perceber que sua marca está registrada em meu coração...
como se fosse tatuagem... Nada nesse mundo tem o poder suficiente para
desfazer essa marca, mesmo que as barreiras da vida tentem nos
separar...Espero que sejamos fortes para superá-las...e nos fortalecer
ainda mais....
*Dizem que um coração humano normal bate 35 milhões de vezes por ano...
Acho que o meu chega a isso em apenas algumas horas com você....
E pode ter certeza se você me der oportunidade... ainda vou dizer,
digitar e pensar inúmeras vezes essas palavras...Quer saber quais???
TE AMO!!!
Eu queria mais uma vez demonstrar uma quantidade, nem que seja mínima do que eu sinto por você...Todo este tempo que passamos juntos, foram super-especiais para mim.... você engloba todas as qualidades que uma garota poderia querer... porque não ia ser em qualquer pessoa que iria encontrar...
*Primeiramente precisava de alguém para amar essa é a principal das
qualidades, me amasse e vice-versa, porque sem amor tudo fica frio e
escuro....
*Alguém que eu pudesse confiar... Alguém que mesmo na distância eu
pudesse sentir sua presença, ter certeza desse amor, e que ele é
correspondido...
*Alguém que me ouvisse e tentasse me compreender... E que me completasse...
*Alguém com seu sorriso e seu olhar, onde eu pudesse me afundar e perceber detalhes minuciosos do que passa dentro de você...
*Alguém com o teu beijo.. que não é apenas o contato de boca com
boca... mas sim um sinal dos nossos corações se reproduzindo em forma
de beijo...
Tudo isso eu encontro em uma pessoa... VOCÊ... Essa pessoa maravilhosa
que sempre que encontro confirmo que já não posso mais viver sem os
teus carinhos e amor.
Todos os momentos juntos foram incomparáveis, você me fez perceber que
não adianta procurar na pessoa errada o que só a pessoa certa poderia
me oferecer...
Não te digo que me apaixonei por você logo de cara, mas sim conforme eu
fui conhecendo quem você era realmente, que nem toda a pessoa que é
bonita como você tem o interior tão belo também.... mas o seu caso é a
exceção!Diferente dos outros, maravilhoso e indescritível como eu não
iria me apaixonar??
E mais uma vez repito você é a pessoa dos meus sonhos, a pessoa dos
meus olhos, e esses olhos que já não enxergam mais ninguém em matéria
de amor a não ser você...!!
*Seu abraço me aquece e me deixa nas nuvens, seu beijo como já disse, é
a prova do seu amor... suas palavras me confortam e me dão a confiança
que eu preciso, e seu olhar nos meus simplesmente me deixam embriagada
de amor... !!
DIA DOS NAMORADOS é dia de amar...e declarar esse amor para quem bem
quiser ouvir e dia de ser feliz, e se sentir completo ao lado da pessoa
que você ama!Momento romântico e uma ótima ocasião para curtir todas as
coisas boas que um amor pode oferecer...
Mas isso eu não concordo, por que fazer tudo isso num único dia do
ano...?? Você me faz feliz todos os dias... Simplesmente por tê-lo ao
meu lado!!
Estar com você faz com que todos os dias para mim seja DIA DOS NAMORADOS...
A cada novo dia que o sol brilha lá fora.. ou a chuva cai... É mais um
sinal de que você me conquista outra vez... Não precisa nem eu ver você
para que isso aconteça... basta eu pensar em você... lembrar dos
momentos maravilhosos ao seu lado... seus carinhos e seu amor por
mim... para eu perceber que sua marca está registrada em meu coração...
como se fosse tatuagem... Nada nesse mundo tem o poder suficiente para
desfazer essa marca, mesmo que as barreiras da vida tentem nos
separar...Espero que sejamos fortes para superá-las...e nos fortalecer
ainda mais....
*Dizem que um coração humano normal bate 35 milhões de vezes por ano...
Acho que o meu chega a isso em apenas algumas horas com você....
E pode ter certeza se você me der oportunidade... ainda vou dizer,
digitar e pensar inúmeras vezes essas palavras...Quer saber quais???
TE AMO!!!
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